terça-feira, 7 de novembro de 2017

Um toque pela vida: Novembro Azul e a conscientização do câncer de próstata

Tendo como símbolo o famoso bigode e a cor azul, o “Novembro Azul”, movimento que surgiu na Austrália por meio de um grupo de amigos que decidiu empreender uma campanha de conscientização sobre o câncer de próstata, vem ajudando a população masculina a cuidar mais da saúde.


Apesar de a doença ser considerada grave, cerca de 90% dos casos, quando diagnosticados precocemente, são passíveis de cura. Porém, o preconceito ainda é o maior desafio. 
Consultar um médico regularmente com o intuito de prevenir não só o câncer de próstata, mas, como diversas doenças que podem acometer a saúde, é uma atitude do homem moderno que deve ser posta em prática.



Câncer de Próstata

O câncer de próstata é uma doença que evolui lentamente, onde os sintomas só são percebidos quando a doença já está em estado avançado, dificultando consideravelmente o tratamento. Entre os principais sintomas, estão problemas de ereção, redução do jato de urina e uma mudança na frequência urinária, que aumenta; dificuldade ao urinar; dor lombar; dor na bacia ou nos joelhos e sangramentos pela uretra.

A adoção de pequenos hábitos, como manter uma alimentação saudável, não fumar, manter o peso ideal e praticar atividades físicas regularmente contribuem para a melhoria da saúde em geral e pode ajudar na prevenção da doença.

Fatores de risco

De acordo com o médico urologista do Hospital Samel, Dr. Pedro Cintra, o principal fator de risco desse tipo de neoplasia é a idade avançada, “boa parte dos casos da doença, bem como o risco de morte, são mais comuns após os 50 anos de idade. Todavia, se a pessoa tiver histórico familiar, o risco de desenvolver a doença é maior”.

Diagnóstico

O diagnóstico pode ser feito através do exame físico, também chamando de exame de toque retal, e o exame laboratorial de sangue (Dosagem de Proteína do Sangue - PSA). “O exame de toque retal ainda é um grande tabu, porém, quando realizado por profissional experiente, pode identificar pequenos tumores. Aliado ao PSA, o ‘preventivo’ de próstata pode alcançar uma sensibilidade próxima a 90% na detecção desses tumores”, informa o Dr. Pedro.

Além do câncer de próstata, o exame de toque retal identifica outros problemas, como infecções ou inflamações, chamada de prostatite, além do crescimento da próstata, que recebe o nome de hiperplasia protástica benigna.

Com o avanço da idade, a dosagem do PSA tende a aumentar naturalmente, por isso, o resultado do exame pode dar alterado, o que não significa que o homem tenha câncer de próstata. Cerca 75 a 80% dos homens com aumento de PSA não têm a doença. Cerca de 20% dos homens com câncer de próstata sintomático apresentam um PSA normal.

Dependendo da região da próstata, o câncer pode não se palpável pelo toque retal, por isso, a melhor estratégia é realizar os dois exames, que são complementares.

Tratamento

O tratamento do câncer de próstata varia de acordo com o estágio da doença. Dessa forma, o paciente pode ser submetido à um procedimento cirúrgico ou utilização de medicamentos.  

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Câncer de Próstata: Um toque pode salvar sua vida!

O que é próstata?

A próstata é uma glândula localizada abaixo da bexiga e que envolve a uretra, canal que liga a bexiga ao orifício externo do pênis.


Quais sintomas podem indicar um câncer de próstata?

Sintomas como problemas de ereção, dor lombar, dor na bacia ou nos joelhos e sangramentos pela uretra podem ser sinais da neoplasia. Caso haja suspeita, os exames clínicos indicados são o exame de toque retal e a dosagem de uma proteína do sangue, conhecido como PSA, através do exame de sangue.

Fatores de Risco

O principal fator de risco desse tipo de câncer é a idade, já que casos da doença, bem como o risco de morte são mais comuns após os 50 anos. Entretanto, se a pessoa tem histórico familiar, pode apresentar um risco de desenvolvê-lo.

Como detectar?

O diagnóstico do câncer de próstata pode ser feito de duas formas: exame físico, também chamando de exame de toque retal e exame laboratorial de sangue (Dosagem de Proteína do Sangue - PSA).

“O exame de toque retal ainda é um grande tabu, mas, quando realizado por urologista experiente, pode identificar tumores bem pequenos. Quando aliado ao PSA, o ‘preventivo’ de próstata pode alcançar uma sensibilidade próxima a 90% na detecção desses tumores”, informa o urologista do Hospital Samel, Dr. Pedro Cintra.

Além do câncer de próstata, o exame de toque retal identifica outros problemas, como infecções ou inflamações, chamada de prostatite, além do crescimento da próstata, que recebe o nome de hiperplasia protástica benigna.

Com o avanço da idade, a dosagem do PSA tende a aumentar naturalmente, por isso, o resultado do exame pode dar alterado, o que não significa que o homem tenha câncer de próstata. Cerca 75 a 80% dos homens com aumento de PSA não têm a doença. Cerca de 20% dos homens com câncer de próstata sintomático apresentam um PSA normal.

Dependendo da região da próstata, o câncer pode não se palpável pelo toque retal, por isso, a melhor estratégia é realizar os dois exames, que são complementares.

Tratamento

O tratamento do câncer de próstata varia de acordo com o estágio da doença. Dessa forma, o paciente pode ser submetido à um procedimento cirúrgico ou utilização de medicamentos. 

terça-feira, 8 de agosto de 2017

A importância do médico urologista para a saúde do homem

Atualmente, o homem tem demonstrado constante preocupação com a beleza física e os conhecimentos intelectuais. Não é difícil encontrar um homem que se preocupe em praticar alguma atividade física, que vão desde uma simples caminhada até treinos intensos em academia. 

Porém, tão importante quanto manter uma aparência saudável é dedicar atenção à saúde. Consultar um médico regularmente afim de prevenir doenças faz parte da atitude do homem moderno e o urologista é um dos especialistas fundamentais para manter a boa saúde masculina.

Para nos ajudar a entender a importância deste especialista para a manutenção da boa saúde do homem, o Blog Conexão Saúde entrevistou o urologista do Hospital Samel, Francisco Batista. Confira!

A importância do urologista

A urologia é uma especialidade médica que se preocupa com o trato urinário do homem e do seu sistema reprodutor. “O urologista trata do sistema reprodutor masculino, no que envolve o testículo, ducto deferente, vesículas seminais, epidídimos, pênis e próstata. Além disso, se preocupa com os cuidados de outros órgãos, como rins, ureteres, bexiga, urina e uretra”, ressalta o Dr. Francisco.

De acordo com médico urologista do Hospital Samel, o homem deve procurar o especialista aos primeiros sinais de alterações, tais como dores sem causa aparente, disfunção erétil, surgimento de nódulos, inchaço dos testículos, entre outros problemas que podem ser percebidos através da observação do próprio corpo. 

Entre as enfermidades mais comuns que podem ser tratadas pelo urologista, estão o cálculo renal; infeções urinárias; tumores na bexiga; impotência sexual; doenças benignas da próstata; câncer de próstata; câncer de testículo; câncer de pênis e tumores nos rins. “O homem também pode procurar o urologista quando não desejar ter mais filhos e decidir por fazer uma vasectomia”.

Estreitando laços

A primeira consulta com o urologista tem o objetivo de estreitar os laços entre médico e paciente, gerando confiança. “Conhecer os hábitos do paciente facilita qualquer tratamento e para o paciente, conhecer bem o médico o possibilita criar uma relação de confiança com o especialista”, informa o Dr. Francisco.

Sua saúde em primeiro plano

Ter um estado favorável de saúde garante que o paciente possa cuidar dos outros setores de sua vida com tranquilidade. Visitar o urologista regularmente possibilita que as diversas disfunções possam ser tratadas com mais eficiência. O Hospital Samel possui em seu staff clínico especialistas competentes, que estão sempre prontos para atender você.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Problemas de pele: Conheça os tipos de dermatite

Reação alérgica que pode surgir em qualquer faixa etária, desde recém-nascidos a idosos, a dermatite é um problema de pele muito comum que afeta grande parte da população. 

Segundo o médico dermatologista do Hospital Samel, Carlisson Sena, “a doença gera diversos sintomas, como coceira, vermelhidão, descamação e até a formação de pequenas bolhas cheias de um líquido transparente, que podem aparecer em determinadas regiões, ou espalhadas por todo o corpo”.

Mas, por que isso acontece?

De acordo com o dermatologista, a dermatite pode surgir por diversos motivos, entre eles fatores genéticos e emocionais, e também pode ser desencadeada por agentes externos, como o clima frio e a oleosidade da pele.

Tipos mais comuns

Existem diversos tipos de dermatite, porém, as mais comuns são a dermatite de contato, a dermatite seborreica e a dermatite atópica.

Dermatite de contato: A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) afirma que existem dois tipos de dermatite de contato, que são a alérgica e a irritativa.

“A dermatite de contato alérgica é a alergia a alguma substância, como metais, níqueis e alguns odores que podem desencadear o surgimento desse tipo”, afirma o Dr. Carlisson. Os sintomas costumam aparecer de 1 a 2 dias após o contato com o agente alergênico, sendo a coceira um dos principais sinais.

A dermatite de contato irritante é a mais comum, e ocorre quando há a irritação da pele após o contato com produtos químicos, como ácidos, sabonetes e detergentes. “Ardência, dor e coceira podem ser percebidos, recorrentes a cada vez que o paciente entre em contato com a substância”.

Dermatite Seborreica: Este tipo de dermatite é um dos mais crônicos, causando vermelhidão e escamação da pele em algumas regiões da cabeça, como sobrancelhas, nariz e couro cabeludo. “A dermatite seborreica apresenta períodos de melhora e piora dos sintomas, por isso, é muito importante ficar atendo aos sinais. ”

Dermatite atópica: A dermatite atópica aparece em bebês, nas regiões externas dos braços e pernas e, em crianças e adultos, nas dobras do corpo, como cotovelo e joelhos e é caracterizada pelo aparecimento de lesões vermelhas acinzentadas, que causam coceira e descamação.

Tratamento

Assim como os sintomas, os tratamentos da doença variam de acordo com o seu tipo e intensidade. “Independentemente do tipo de dermatite que você tenha, o importante é não se automedicar e procurar a orientação de um dermatologista”.


terça-feira, 20 de junho de 2017

Exame de sangue mostra melhor tratamento para câncer de próstata

Um novo exame consegue determinar com precisão quais homens com câncer de próstata poderão se beneficiar de um tratamento com o medicamento-alvo olaparibe. 

O teste, um simples exame de sangue, foi desenvolvido por pesquisadores do Instituto para Pesquisa do Câncer (ICR, na sigla em inglês), em Londres (Inglaterra), e da Fundação Royal Marsden da NHS (sistema de saúde britânico) e, segundo os autores,  poderia “melhorar muito a sobrevivência” dos pacientes.


O olaparibe é um medicamento de terapia-alvo. Embora esse tipo de tratamento de precisão seja visto como o futuro da medicina contra o câncer, justamente por ser um tratamento direcionado, não funciona para todos os pacientes. O novo teste, “três em um”, além de apontar quais homens com câncer de próstata avançado provavelmente se beneficiarão da medicação,  também detecta sinais precoces de resistência ao medicamento e monitora a evolução do tumor ao longo do tempo, de acordo com um artigo publicado na segunda-feira no periódico científico Cancer Discovery.

Inovação
“Nosso estudo identifica, pela primeira vez, mudanças genéticas que permitem que as células de câncer de próstata se tornem resistentes ao tratamento preciso olaparibe. A partir dessas descobertas, fomos capazes de desenvolver um teste poderoso, três em um, que poderia, no futuro, ser usado para ajudar os médicos a selecionar o tratamento, verificar se ele está funcionando e monitorar o câncer no longo prazo. “, disse Johann de Bono, professor do ICR.
O olaparibe inibe uma proteína chamada (PoliADP ribose polimerase), que mantém a integridade do tumor e que, quando bloqueada, leva à morte das células tumorais. O medicamento atua contra o câncer em pessoas com mutações hereditárias nos genes BRCA1 ou BRCA2 – caso da atriz Angelina Jolie -, que incluem tumores de ovário, mama e próstata. De acordo com os cientistas, os resultados sugerem que o teste pode ser adaptado para pacientes com outros tipos de câncer, não só de próstata.
No Brasil, foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em janeiro deste ano para tratamento de câncer de ovário.
Exame “três em um”
Ao testar o DNA do câncer na corrente sanguínea, a partir de amostras de sangue de 49 homens com câncer avançado, participantes do ensaio clínico de fase II de olaparibe, os pesquisadores descobriram quais pacientes provavelmente se beneficiarão do tratamento com a droga.

Em seguida, o mesmo teste analisou o DNA cancerígeno no sangue dos pacientes após o início do tratamento, de modo que em cerca de quatro a oito semanas os médicos conseguem identificar quem está respondendo bem à terapia e quem deve receber um tratamento alternativo.

Em terceiro lugar, o teste foi capaz de monitorar o sangue dos participantes ao longo do tratamento com olaparibe e, dessa forma, identificar rapidamente sinais de que o câncer estava evoluindo geneticamente e, portanto, que poderia estar se tornando resistente ao medicamento.

Esperança para o futuro
Paul Workman, executivo-chefe do ICR, acredita que o teste poderia “inaugurar uma nova era de medicina de precisão para câncer de próstata”. “Testes de sangue para câncer prometem ser verdadeiramente revolucionários. Eles são baratos e fáceis de usar, mas, o mais importante, como eles não são invasivos, podem ser empregados ou aplicados para monitorar rotineiramente os pacientes para detectar cedo se o tratamento está falhando – oferecendo aos pacientes a melhor chance de sobreviver à sua doença.”, afirmou.
Fonte: Veja.com

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Produtos “naturais” de estímulo sexual masculino podem conter substâncias perigosas

Muitos homens que procuram ajuda médica para questões de saúde sexual relatam o uso de suplementos dietéticos. Mas com pouca regulação da dosagem ou ingredientes, os efeitos para a saúde masculina desses produtos são desconhecidos. Além disso, não há nenhuma prova de que suplementos  sexuais vendidos sem prescrição para os homens realmente funcionem; e deve-se lembrar que alguns destes suplementos são potencialmente perigosos. Isso é o que relata um novo estudo publicado na revista  Journal of Sexual Medicine.

Na pesquisa, buscou-se identificar os suplementos de ajuda sexual masculina mais vendidos e analisaram ​​os seus ingredientes, incluindo os produtos comercializados para melhorar ereções, o desejo e o desempenho sexual. Alguns dos produtos mais usados ​​incluem a erva  Horny Goat Weed  (Epimedium), ginseng, DHEA (o hormônio desidroepiandrosterona), Ginkgo biloba, feno-grego e extrato de maca (Lepidium Meyenii, ou ginseng peruano), descobriram os pesquisadores.

Eles também verificaram que alguns dos produtos supostamente "naturais" têm vestígios de inibidores da 5-fosfodiesterase (PDE5Is), a medicação encontrada em medicamentos - como Viagra (R) - usados para tratar a impotência. Um estudo revisado pelos pesquisadores indica que 81% das amostras testadas de produtos masculinos do estímulo sexual vendidos nos Estados Unidos e na Ásia continha  PDE5Is.

Segundo os autores do estudo, os homens que usam estes medicamentos sem a supervisão de um médico correm o risco de tomá-los de forma inadequada. Os pacientes com doença cardíaca avançada, por exemplo, ou que tomam nitratos, como a nitroglicerina, não devem usar PDE5Is, pois pode causar uma queda perigosa da pressão arterial. Da mesma forma, os homens com insuficiência grave do fígado ou em fase terminal da doença renal que necessitem de diálise deve evitar esses produtos. Além disso, os homens que tomam medicamentos como Flomax (tansulosina), terazosina ou doxazosina para tratar a próstata aumentada correm o risco de tonturas e quedas, se usarem ao mesmo tempo PDE5Is ao mesmo tempo.

Fonte: Boa Saúde

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Infecção Urinária

A infecção urinária é uma das doenças bacterianas mais comuns no ser humano, afetando homens e mulheres de todas as idades. Para falar mais sobre essa patologia, o Blog Conexão Saúde entrevistou o médico urologista do Hospital Samel, Pedro Cintra, que esclareceu algumas dúvidas e deu dicas de prevenção e tratamento. Mas, primeiro, vamos entender o que é o problema.

O que é infecção urinária?

De acordo com o urologista Pedro Cintra, infecção urinária “é a associação entre a colonização do trato urinário por bactérias, vírus ou fungos e o processo inflamatório que decorre desta colonização”.

A princípio, o líquido (urina) que enche a bexiga é estéril, ou seja, livre de bactérias e o organismo sadio possui mecanismos para evitar que a infecção urinária ocorra. Mas, quando esses micro-organismos se multiplicam ao redor da uretra e conseguem se infiltrar ao canal da urina até chegar à bexiga, desencadeiam uma infecção. 

“Na maioria dos casos, as bactérias que habitam a região do períneo (área entre os testículos e o ânus) descem pela uretra e bexiga, causando o problema”. No homem, a doença é mais comum nos extremos da vida: no período neonatal e na melhor idade.

Existem tipos diferentes?

A classificação entre infecções urinárias alta (pielonefrites) e baixa (cistite), segundo o doutor Pedro Cintra, é um tanto quanto arbitrária. Segundo ele, a infecção é alta quando acomete o rim e é baixa quando são acometidas a bexiga, próstata e uretra. 

“Na prática clínica, a infecção que atinge os rins costuma ser mais grave, acompanhada de sintomas sistêmicos, como febre, calafrios e toxemia (intoxicação resultante do excesso de toxinas acumulada no sangue, por deficiência de um órgão). As infecções baixas, por sua vez, apresentam menos sintomas sistêmicos e mais localizados, como polaciúria (vontade de urinar com frequência e em poucos volumes) e disúria (dor ao urinar)”, explica o doutor Cintra.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito com base no quadro clínico apresentado pelo paciente, juntamente com exame de urina, o qual pode evidenciar a presença de bactérias na urina e também outros sinais que auxiliam no diagnóstico. A urocultura também costuma ser solicitada em casos de recidiva, quando a infecção retorna após o tratamento, sendo que esta ajuda na identificação da bactéria causadora da infecção.

De acordo com o urologista da Samel, as consequências das infecções são muito variáveis. “Não é incomum a ocorrência de cicatrizes renais definitivas e até quadros de infecção generalizada (sepse), com risco de morte. Felizmente, a maioria dos casos não costuma deixar sequelas”, ressalta.

Tratamento

O tratamento consiste em medidas gerais e antimicrobianos. Quadros de infecção mais simples podem ser tratados de forma ambulatorial, com drogas em dose única. Quadros mais graves exigem internação e acompanhamento especializado.

Prevenção

A prevenção da infecção urinária consiste em várias medidas, que mudam em função da faixa etária e da existência de condições prévias. Em crianças, deve-se observar a forma adequada de realizar a higienização do períneo, manter um estado nutricional eutrófico e investigar precocemente a ocorrência de alterações congênitas, o que obriga o acompanhamento precoce por parte de um pediatra.

Na idade adulta, temos essencialmente duas populações: para mulheres, além das medidas de higiene íntima, é preciso estabelecer boas práticas na esfera de vida sexual, alimentar e comportamental.

Os homens, por sua vez, devem realizar a investigação de patologias, como a hiperplasia benigna da próstata, que podem acarretar episódios de infecção urinárias, além das medidas gerais de alimentação e práticas sexuais e comportamentais saudáveis.